27 April 2010

A única coisa.

E a única coisa que me resta é um peluche. As recordações vivem dentro de mim e em mim, e a única coisa que me resta é um peluche. Eu já tive tudo, tudo aquilo que me pertencia nas memórias, tudo aquilo que me fazia correr como se não houvesse amanhã, e gritar ao mundo: "Estou feliz!". Eu não consigo fazer as coisas por obrigação, e é verdade que uma relação traz sempre esse tipo de coisas, mas também é verdade que nada daquilo que fazia por ti era uma obrigação. Ainda me lembro, como lhe chamava: "Amor". Um nome tão simples para algo tão complexo, mas talvez seja apenas mais uma prova de que quando alguém está tão apaixonado àquele ponto, tudo se torna simples. Aconteceu tudo à tanto tempo, e as imagens e momentos continuam a aparecer na minha cabeça, para me lembrar o que já tive. Não espero que me entendam, nunca esperei, porque nunca ninguém teve o poder para o conseguir fazer. Anseio pelo dia em que o meu céu desenhado me trará de volta o que eu senti, e o que tive. Eu não preciso de ninguém, aliás, neste momento sinto-me tão pacifica, era capaz de ficar aqui a olhar para o céu para sempre, mas tudo muda e nada acontece, e eu continuo aqui à espera que aconteça, e que chegue o dia em que alguém me compreenda, e tenha algo mais que um peluche. Não me inventem, eu sou apenas mais alguém neste pequeno mundo, desta pequena galáxia, deste gigante universo. E a única coisa que me resta é um peluche.

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